terça-feira, 5 de outubro de 2010

Despedida pública.....



“Podias ter-me dito que ias sair da minha vida. A paixão é mesmo isto, nunca sabemos quando acaba ou se transforma em amor, e eu sabia que a tua paixão não iria resistir à erosão do tempo, ao frio dos dias, ao vazio da cama, ao silêncio da distância. Há um tempo para acreditar, um tempo para viver e um tempo para desistir, e nós tivemos muita sorte porque vivemos todos esses tempos no modo certo. Podias ter-me dito que querias conjugar o verbo desistir. Demorei muito tempo a aceitar que, às vezes, desistir é o mesmo que vencer, sem travar batalhas. Antigamente pensava que não, que quem desiste perde sempre, que a subtracção é a arma mais covarde dos amantes, e o silêncio a forma mais injusta de deixar fenecer os sonhos. Mas a vida ensinou-me o contrário. Hoje sei que desistir é apenas um caminho possível, às vezes o único que os homens conhecem. Contigo aprendi que o amor é uma força misteriosa e divina. Sei que também aprendeste muito comigo, mais do que imaginas e do que agora consegues alcançar. Só o tempo te vai dar tudo o que de mim guardaste, esse tempo que é uma caixa que se abre ao contrário: de um lado estás tu, e do outro estou eu, a ver-te sem te poder tocar, a abraçar-te todas as noites antes de adormeceres e a cada manhã ao acordares. Não sei quando te voltarei a ver ou a ter notícias tuas, mas sabes uma coisa? Já não me importo, porque guardei-te no meu coração antes de partires. Numa noite perfeita entre tantas outras, liguei o meu coração ao teu com um fio invisível e troquei uma parte da tua alma com a minha, enquanto dormias.”

Margarida Rebelo Pinto.....

6 comentários:

  1. Toda despedida dói minha alma... talvez lembranças de outras vidas...
    Qualquer sentimento que acaba, me faz chorar...

    bj

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  2. Adorei o espaço. Tem cinco poemas novinhos em meu blog http://lenjob.blogspot.com e peço que se der uma passadapor lá, não deixe de dar uma olhada na barra à direita do site que tem muita coisa interessante, tá? Abaixo um poema.

    João Lenjob.

    Com Todo Amor
    João Lenjob

    Não me toque
    Nem retoque
    Não provoque
    Nem reboque o peito meu
    Que junto ao seu fez um amor
    E fez amor com todo amor
    Enfeitador que enfeitiçou
    Que atiçou, que assim caçou
    E não tem dor, nenhuma dor
    Somente cor, beleza e odor
    Num coração que já é meu
    E junto ao seu fez alegrar
    O que era triste
    E hoje é esperança
    De um olhar como criança
    Com a andança de um amanhecer
    Diferenciado o renascer
    Do dia.

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  3. Olha, hoje eu peço perdão do fundo do coração, mas só vim mesmo avisar que como o meu blog http://lenjob.blogspot.com está completando CINCO ANOS eu postei lá DEZ POEMAS novinhos de presente e aguardo sua visita prometendo voltar aqui para degustar do seu.

    João Lenjob.

    Rosas Vermelhas
    João Lenjob

    Foi a alegria que tanto me deu
    E das juras que fizemos porém
    Das rosas vermelhas que eu lhe dei
    Num buquê as promessa tão cheias de amor
    Do presente o sorriso sincero tão bom
    Da alegria que me ensinou a viver
    E da vida que só eu pude dar.

    Da pureza do encanto que sentimos
    A inocente ternura que nos rodeava
    nos mais nobres momentos que soubemos estar
    Viver.

    Nas rosas vermelhas da vida
    O amor nunca fora escondido
    Um segredo vale tanto
    O brinquedo em encanto de nunca perdido
    Viver, você
    Perpetuamente num jardim de rosas vermelhas.

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  4. hhuhhuuhuhuuhuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!
    BRAVO BRAVÍSSIMOOOOOO...
    Amei ver postado... Este texto é amor e emoção pura.
    Te amo linda,amo esse texto...
    Amei que acataste o título do post e publicaste o texto da MArgarida!

    Bjks saborrr ausência "consentida" !

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